sábado, 16 de dezembro de 2017

Fundação Xuxa Meneghel promove oficina para detentas do Talavera Bruce
Na 3ª edição da Semana Estadual do Bebê do Rio de Janeiro realizada no Presídio Talavera Bruce entre os dias 4 e 8 desse mês (dezembro), a Fundação Xuxa Meneghel ministrou a oficina “Prevenção das Violências Sexuais desde a Primeira Infância”, com a intenção de proteger crianças de violações de direitos logo nos primeiros dias de vida.
Foto: Ana Letícia de Moraes

Foram promovidas rodas de diálogo e oficinas sobre proteção e humanização do atendimento às internas e aos bebês. Atividades voltadas para às mulheres da Unidade Materno Infantil do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.

A literatura infantil “Pipo e Fifi”, do Instituto Cores, foi o recurso utilizado para tocar na temática da atividade, pois ele funciona como uma ferramenta de preservação, explicando conceitos básicos sobre o corpo, sentimentos e afetividade às crianças. De forma simples, o livro ensina a diferenciar toques de amor de toques abusivos, apontando caminhos para o diálogo e proteção.
Foto: Ana Letícia de Moraes
Depois da oficina as detentas participaram uma dinâmica, onde era preciso desenhar personagens e lugares aos quais os bebês e elas se sentissem seguros. Conduzir esse exercício levava as participantes a refletirem os espaços que elas entendem como refúgios para as situações do dia a dia, sejam dentro ou fora do sistema prisional.

Unidade Materno Infantil

A UMI é uma referência entre as unidades prisionais desse porte. As internas vão para essa unidade após dar a luz e ficam lá com seus bebês até que os mesmos concluam a etapa da amamentação exclusiva de leite materno, ou seja, com idades entre seis meses e um ano. Com a devida atenção judicial, algumas mulheres que já estão para receber a liberdade, conseguem mais um tempo para permanecer com o filho na unidade e saírem os dois juntos.

Quando não há outra opção, após esse período, as famílias das internas acolhem os bebês. Em alguns casos, a criança é encaminhada para uma família acolhedora, que cuida até que a mãe receba liberdade. E como última opção, o bebê vai para uma instituição de acolhimento. Com a Semana do Bebê, o objetivo é incidir pela agilidade na atenção judicial e a valorização do vínculo mãe-bebê para o desenvolvimento saudável da criança.

Semana Estadual do Bebê

A Semana do Bebê faz parte de uma agenda proposta pelo UNICEF a estados e municípios de todo o Brasil para promoverem grandes mobilizações em favor da primeira infância. O evento é uma iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), em parceria com a Fundação Xuxa Meneghel, Rede “Não Bata, Eduque!”, Rede Nacional Primeira Infância, Ministério Público-ERJ, UNICEF, UNI-Rio, RioSolidario, Instituto Arcádia e o projeto “Universal nos Presídios”. Conheça a Fundação Xuxa Meneghel

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

16 de dezembro - Dia do Reservista
A data natalícia de Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac foi escolhida para comemorar o Dia do Reservista no ano de 1939, pelo então Presidente Getúlio Vargas. Seu objetivo foi estimular uma reflexão sobre o papel de cada brasileiro perante a Nação, a defesa da Pátria e todos os valores que ela representa. 

Nesse sentido, por intermédio do Decreto n° 1.908, foi instituído o Dia do Reservista. Já a sua consagração como Patrono do Serviço Militar deu-se pelo Decreto nº 58.222, de 19 de abril de 1966, em justa homenagem à sua devoção patriótica e contribuição para o engrandecimento da consciência cívica no País.


Sábado é dia de Ação Social para crianças no Campo do Diplomata em CG
Aproveitando a época natalina e com o compromisso de propagar atividades cidadãs no bairro, a Superintendência Regional de Campo Grande realiza uma Ação Social voltada para às crianças, neste sábado (16), das 8h às 13h, no Campo do Diplomata, que fica na rua Sargento Coriolano, 94, (Praça Cabo José) em Campo Grande.


Vai ter corte de cabelo infantil, higiene bucal, orientação sobre saúde e higiene da criança, avaliação de caderneta de vacinação, rap da saúde, educação no trânsito, orientação psicológica, recreação, brinquedos, distribuição de brindes e atividades culturais.

Apoio: Coordenadoria de Saúde 5.2 - 9ª CASDH, Defesa Civil, Lona Cultural Elza Osborne, Tenda, Guaracamp, Embelleze e Brito Imóveis.

Superint. de Campo Grande realiza operação de ordenamento e limpeza
A Superintendência Regional de Campo Grande realizou na manhã desta quinta (14), a 24ª etapa da operação de ordenamento e limpeza no bairro. 


No trabalho, foi atendida a parte da Avenida Belmiro Valverde, entre a Olinda Ellis e a Cabuçu. Foram realizadas as podas de 107 árvores, a raspagem de 20 postes que continham propaganda irregular e a implantação de quatro novas placas de sinalização.




Imagens: Sup. Reg. de Campo Grande.

Sabe de algum tema, evento, personagem ou situação interessante para uma matéria aqui no Portal? Então, envie sua mensagem direto para o e-mail: Danielvalleq@gmail.com - Faremos contato o mais rápido possível.

Trio Braza lança álbum 'Tijolo por Tijolo' em Jacarepaguá neste sábado
Neste sábado (16), às 18h, a Lona Cultural de Jacarepaguá vai receber o show do trio Braza, que é composto por Vitor Isensee (teclado e voz), Nicolas Christ (bateria) e Danilo Cutrim (guitarra e voz). Eles vão lançar o segundo álbum do grupo, chamado "Tijolo por Tijolo".
Divulgação
Valor - R$ 30,00 (meia)
Antecipados no local (terça a sábado - 15h às 21h)
Obs: Todos pagam valor de meia, conforme resolução 303/2015
Classificação 16 anos. Informações: 3173-5460

Roda Cultural de Bangu na Areninha Hermeto Pascoal nesta quarta (20)
A Roda Cultural tem como objetivo valorizar as expressões artísticas urbanas da cidade. O evento começa às 17h da próxima quarta-feira, dia 20 de dezembro. A entrada é franca.
Divulgação

O que vai rolar:

17h - Oficina Graffiti e Break / Exposição de Fotografia

18h - Mesa de Debate Sobre Rodas da Região

19h - Roda de Poesia com Slam a lá Bangu

20h - DJ e Cypher de Break 

20h30 - Batalha de MCs

21h - Otto, Henry e Ise

21h30 - Mano Hippie

22h - Du Negreiro
22h30 - Semi e Final Batalha MC
23h - Encerramento

A Areninha Carioca Hermeto Pascoal fica na Praça 1º de Maio S/Nº, Bangu.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Bangu é campeão nas categorias sub-12 e sub-13 da Copa Guaraí
Equipe sub-12 conquistou título sobre o MB Roux enquanto a sub-13 bateu o America. As partidas foram decididas nos pênaltis.
Foto: Divulgação Bangu AC
Neste domingo (10), no campo de Artsul, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, as equipes sub-12 e sub-13 do Alvirrubro entraram em campo contra o MB Roux e o América, respectivamente, pela Copa Guaraí e conquistaram os dois títulos decidindo nos pênaltis.



Bangu Sub-12

Breno; Rafael, Junior, Gabriel Bbezão, Adriano (Ravel) e Lorran; Vinicius, Juan e Yan (Zezé); Rennan (Lucas Siri) e Igor.

Completam o time Caio, Matheus, Douglas, Renatinho, Moyses, Gabriel, Kayky, Tharcio, Marcelinho e Lucas.

Técnico: João Santos
Auxiliar Técnico: Aldemir
Coordenadora da categoria: Luana
Coordenador Geral da Base: Luiz Manoel Ávila

Bangu Sub-13

Elias; Caveirão, Kevin, Monsores e João; Pysandu, Marquinhos, Andrey e Pedro; China e Xandi (Fernando)

Completam o time João Vitor, João, Dudu, Kenay, Bryan e Igor.

Técnico: Silvano
Comissão Técnica: Saulo Moura, Harley, Anchieta, Renato e Zanardi
Coordenador Geral da Base: Luiz Manoel Ávila
Escola de Sargentos de Logística forma 136 militares em curso de aperfeiçoamento
A Escola de Sargentos de Logística do Exército realizou nesta sexta (8), a formatura de  encerramento do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos, referente ao 3º turno de 2017.
Fotos: Divulgação EB
A solenidade foi presidida pelo Sub Comandante da Escola de Sargentos de Logística, Coronel Paulo César Cunha Freire.

Concluíram o curso 136 2º Sargentos, sendo: 56 de Material Bélico Mecânico de Viatura Auto, 40 do Serviço de Saúde, 23 de Manutenção de Comunicações, 9 de Aviação Manutenção e 8 de Aviação.


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Produtos irregulares são apreendidos no calçadão de Bangu
Guardas municipais do Grupamento de Operações Especiais (GOE) apreenderam 1.888 produtos com ambulantes irregulares nesta quarta-feira (13), no calçadão de Bangu.
Foto: Divulgação GM
Entre os produtos havia utensílios do lar e acessórios diversos de celular e óculos. Após a apreensão, as mercadorias foram encaminhadas para o depósito da Prefeitura.

Desde o mês de agosto, a GM-Rio vem realizando ação preventiva de ordenamento urbano no calçadão de Bangu e nas vias do entorno, com o emprego de guardas das unidades da região e também dos Grupamentos de Operações Especiais (GOE), de Cães de Guarda (GCG) e Tático Móvel (GTM). Além do ordenamento urbano, os guardas também atuam para promover a segurança na região coibindo pequenos delitos.
Manifestantes protestam contra intolerância religiosa na Zona Oeste
REPORTAGEM: GABRIEL SOBREIRA / jornal o dia - fotos: Severino Silva / Agência O Dia 

Ato foi organizado pelo coletivo Tudonumacoisasó em Campo Grande


Dezenas pessoas se reuniram contra a intolerância religiosa, na manhã deste domingo (9), em Campo Grande, para a 1° Caminhada Pela Liberdade Religiosa da Zona Oeste. O encontro terminou com todos reunidos em frente à Igreja Nossa Senhora do Desterro, no mesmo bairro. — Percebemos que a intolerância estava sendo fomentada em Campo Grande e nos unimos para esse movimento — conta Lindalva Cabral, coordenadora da caminhada.

— A ideia é de que esse movimento cresça como o de Copacabana. Que ele vá para Zona Norte e outras áreas também. A sociedade é plural e estamos mostrando essa pluralidade. O Estado deveria ser de fato laico e não teológico. Vivemos uma perseguição clara contra as religiões de matrizes africanas. Aqui é uma mostra que a diversidade é importante para nós. Essa é a primeira de uma série de outras que virão com certeza. Não queremos só tolerância, mas respeito — destaca Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR).

Antes da caminhada até a igreja, diversos representantes de varias religiões abriram uma ciranda de roda com rezas. Cânticos católicos, evangélicos e de matriz africana se revezavam e eram entoados a plenos pulmões. No fim, Mestre Batata fez uma roda de capoeira.


Para o pai Osvaldo de Mutalê, do candomblé, esse momento foi muito esperado. — Estou nessa luta há mais de 45 anos. Vivemos com discriminação, nós do candomblé, quem é de umbanda e de linha branca também. Esse evento veio abraçar as religiões da Zona Oeste. Hoje estamos todos sentados na mesma mesa — comemora.

Segundo a mãe Penha, da umbanda, que já foi vítima de intolerância religiosa - em outubro, arremessaram uma pedra de 20 centímetros no teto do salão onde ela realizava uma festa de ibeijada (comemoração das crianças) - é preciso educar também as autoridades. — Os nossos delegados e inspetores não são ensinados. É um problema institucional. Independente de cor, religião, gênero ou raça. Queremos paz e respeito —sintetiza.


O pastor Gilmar Antunes, da Igreja Contemporânea, afirma que a intolerância precisa ser banida. — Precisamos mostrar que Deus nos aceita do jeito que somos. Como a intolerância se ramifica, o combate à ela também precisa se ramificar — defende Antunes. Segundo Marcelo Medeiros, coordenador do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI), movimento popular, é preciso respeito entre todos. “A nossa reflexão é de defesa pela vida e luta contra intolerância”, acredita.

O bispo da Igreja Mórmon, Gilmar Garcez, diz que todos os seres humanos são filhos de Deus e pertencentes à mesma família. E que precisam se aceitar. — E que as diferenças, que existem, e nós sabemos, não podem ser mais fortes do que as semelhanças, que são imensas — decreta.

— Os ataques sofridos por outras religiões não representa o meio evangélico. Muitos de nós nos posicionamos contra isso. O exemplo deve ser seguido por todos — afirma pastor Vítor Louredo, da Igreja Evangélica Gae Missões Urbanas.

Para o padre André Luiz, da Igreja Nossa Senhora da Conceição do Monteiro, em Campo Grande, diz que a intolerância não vem de Deus. — Ele (Deus) não faz seleção de pessoas. A proposta Dele é salvar as pessoas. A nossa ideia é que essa inciativa se espalhe — torce.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Nesta quarta (13) tem "Conversa Literária" na Cidade das Artes
Vão estar presentes no sarau de poesia, música e teatro; cineastas, produtores culturais, músicos, jornalistas, ilustradores, contadores de histórias, educadores e estudantes.


O evento vai ser realizado amanhã (quarta-feira 13), das 15h às 17h30, na Sala 3 da Cidade das Artes, na Barra da Tijuca.

O projeto "Conversa Literária – Poesia na Cidade" vai contar com a presença do cineasta Alan Minas; os atores Alexandre Damasceno e Carolina Freitas; a escritora Antonella Catinari, os educadores Bianca Coura, Nívea Oura, e Fernando Arosa; a produtora Daniela Vitorino, o cordelista Edmilson Santinni, os poetas Hudson Pereira e poeta Mano Melo; o roteirista Marcus Monnerat; as contadoras de histórias Sandra Carneiro e Silvia Castro; a escritora Sandra Lopes; e a ilustradora Thais Linhares.

As inscrições podem ser feitas no local, 30 minutos antes do início da atividade. E a entrada é gratuita.

Após a Conversa Literária, haverá um lanche coletivo próximo ao Café das Artes para o qual é só contribuir levando um prato de salgado ou doce e/ou com uma garrafa de refrigerante ou caixa de suco.

A Cidade das Artes fica na Avenida das Américas, 5.300, na Barra da Tijuca. Informações pelo telefone 3325-0102.

domingo, 10 de dezembro de 2017

CG Spartans Basquete pega Del Castilho pelas quartas do Estadual FJU
Neste domingo (10), às 12h, o Campo Grande Spartans B.C entra em quadra mais uma vez para representar a Igreja do Correia, no Campeonato Estadual da FJU. O jogo de hoje é válido pelas quartas de final do torneio. 

O CG Spartans (Igreja do Correia) disputa uma vaga na semifinal com o Del Castilho em partida que vai ser realizada na Vila Olímpica de Honório Gurgel.


No último domingo (03), nas oitavas, o time de basquete do Zona Oeste venceu o Brás de Pina por 49 a 22.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Imigrantes haitianos lutam contra o desemprego na Zona Oeste
Reportagem: Mayara Leopoldo / Vivian Carvalho / Daniel Valle

Guerras civis, catastófres, perseguições religiosas e políticas são alguns dos fatores responsáveis pelo deslocamento de cerca de mil imigrantes haitianos para a Zona Oeste do Rio de Janeiro entre 2010 e 2017, mais especificamente, para a comunidade Asa Branca, em Curicica.
Em destaque o haitiano Dieuseul Duclosil que fala 5 idiomas e se sustenta através de "bicos" / Foto: Daniel Valle
O terremoto que devastou o Haiti no ano de 2010, somado com a crise política e econômica do país caribenho, impulsionou os trabalhadores na busca de novas possibilidades. Eles vieram com o objetivo de dar uma condição de vida melhor para suas famílias.

Mas com o término da preparação dos grandes eventos, os empregos formais na construção civil no Brasil caíram. Em novembro de 2015 a área contava com 2,9 milhões de trabalhadores formais, já no ano seguinte foram cortadas 514 mil vagas. Hoje este índice ainda é maior. O sudeste fechou 788.558 empregos com carteira assinada, segundo o Ministério do Trabalho e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).


O sonho se tornou pesadelo?

Com isso, os imigrantes continuam lutando para conseguir empregos formais. Como é o caso de Duclosil de 44 anos. Há 3 anos na Zona Oeste, o haitiano chegou a dar aulas de inglês, francês e espanhol para jovens e adultos da região em uma parceria com a Associação de Moradores da Asa Branca.

— Eu sai do Haiti um ano depois do terremoto, em 2011, e para conseguir um trabalho vim até o Brasil devido as oportunidades. Escolhi o Rio de Janeiro por causa do clima quente encontrado. Aprendi a falar inglês no Haiti e espanhol em Cuba e no Equador, países onde passei antes de chegar no Brasil. Dei aulas de idiomas aqui na Asa Branca em conjunto com o Carlos Alberto da Associação. Hoje estou desempregado e espero que Deus abra uma porta de emprego para a gente — relata Dieuseul.
Viela dentro da comunidade, hoje asfaltada e com saneamento básico / Foto: Daniel Valle
Assim como Duclosil os imigrantes haitianos Fransly Paul, Gyan Joseph e Jocelyn Lassegue estão fora do mercado de trabalho. Paul quer rever seus entes queridos, mas não tem dinheiro para ir até à América Central.

— Eu quero trabalhar. Vai fazer 1 ano e 5 meses sem trabalho, eu tenho família para ajudar, escola do meus filhos para pagar. No Haiti está "brabo" também, quando se fala em emprego. Minha intenção é ajudar meus familiares que precisam de mim e estão lá no Haiti — explica Paul.

— Não tem serviço e tampouco dinheiro, e dinheiro está muito difícil conseguir. Para mandar 100 dólares para o Haiti é preciso enviar 420 reais. A crise está aí. Tudo muito caro para nós — desabafa Gyan.

Já Jocelyn diz que a dificuldade de falar português atrapalha em relação aos empregos que aparecem. Esclarece também que no Brasil se trabalha muito e se ganha pouco. E mandar 500 reais equivale a aproximadamente 100 dólares.

Conhecendo a comunidade Asa Branca e sua relação com os imigrantes

A comunidade Asa Branca situada entre as linhas do BRT transolímpica e transcarioca é um lugar acolhedor para os imigrantes. Carlos Alberto, um homem simples e dedicado em ajudar novos moradores é um dos fundadores da favela. Ele explica que nas décadas de 80 e 90 tudo o que se via ali era uma horta, mas com muito trabalho, o local foi ganhando uma aparência urbana. A partir de 2010 com o anúncio da realização dos grandes eventos no Rio de Janeiro como a Copa do Mundo de 2014, e posteriormente, a Olimpíada, Paralímpiada e linhas do BRT, a Asa Branca se tornou a casa de vários haitianos por estar próxima as construções e ter um preço acessível de moradia na época.

— Aqui eles ficam a vontade, não existe tráfico graças a Deus. Eles se sentem em paz nessa comunidade e temos grande facilidade no relacionamento com os haitianos. São super educados — conta o presidente.
Carlos Alberto, presidente da Associação de Moradores da comunidade / Foto: Mayara Leopoldo
— Existem muitos haitianos morando aqui. Eles se sentem muito bem na Asa Branca. Nós recebemos eles com bastante carinho e buscamos ajudá-los — disse Carlos.
Simpático e gentil, Carlos destacou que a Asa Branca está de portas abertas para os imigrantes / Foto: Daniel Valle

Foto: Daniel Valle
Os caribenhos são vistos como honestos, esforçados e educados por todos na comunidade. Estão sempre circulando pelas ruas, descobrindo novas chances de trabalhar de forma honesta.

— Eles são legais. Trabalho com haitianos que moram aqui na Asa Branca e todos são muito trabalhadores. Sem falar que são educados, respeitadores e quase não falam — comenta o vendedor de frutas e morador, Sebastião Pereira.
O comerciante é muito conhecido. Ele vende frutas e legumes na rua próxima ao rio que corta a favela / Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
A moradora Ana Paula traz à tona que por não haver empregos, alguns haitianos estão em situação de rua.

— Eu acho que eles não têm muitas oportunidades. Alguns arrumaram emprego após as obras da Copa de 2014 e Olimpíada Rio 2016, mas outros não. Já vi até haitianos dormindo debaixo do viaduto que fica perto do mercado Mundial. A prefeitura veio e tirou todos. Não sei para onde foram — esclarece Ana.
Sentada na cadeira amarela, Ana Paula mora por mais de cinco anos na Asa Branca / Foto: Mayara Leopoldo
Foto: Mayara Leopoldo
Foto: Mayara Leopoldo

Segundo o presidente Carlos Alberto, o lar espírita Francisco de Assis é o braço direito da comunidade Asa Branca, realizando diversas ações cidadãs e de ajuda para brasileiros ou imigrantes, que realmente necessitam não somente de auxílio espiritual, mas também concernente a alimentos e roupas. Conheça a página deles no Facebook e fique por dentro desse grande lar. Lar Espírita Francisco de Assis

E como está o Haiti hoje, 7 anos após o terremoto?


O 2º sargento Elídio Miguel Ferreira que trabalhou no Haiti como correspondente militar junto a comunicação do BRABAT 26, até setembro de 2017, destaca que o Exército Brasileiro através da ação humanitária MINUSTAH da ONU, foi o braço forte e a mão amiga para o desenvolvimento social desse país.

— Hoje encontramos ruas asfaltadas e o trânsito está melhorando a cada dia. As moradias também estão melhorando, hoje vemos um povo haitiano muito mais feliz e sorridente. As instituições hoje funcionam: escolas, hospitais e a economia vem se recuperando aos poucos. A população haitiana tem condições sim de ser uma grande nação. É um país rico em turismo. São belíssimas praias e cachoeiras e as crianças são assistidas por ONG's e organizações religiosas.
Sargento Ferreira, correspondente militar, fez parte da comunicação do BRABAT 26 no Haiti / Reprodução facebook Elídio

Veja outras fotos da visita à comunidade Asa Branca
A repórter Mayara Leopoldo conversa com uma das moradoras mais antigas, a senhora Gessi Alves / Foto: Daniel Valle
O vendedor de frango assado, Mathias de Sá ressaltou o bom relacionamento com os imigrantes / Foto: Daniel Valle
Anderson Almeida, morador desde criança da Asa Branca / Foto: Daniel Valle
Da esquerda p/ direita: Gilson Alves, Evandro Luiz e Elias Gaspar ficaram felizes com a visita / Foto: Daniel Valle
Na barraca da dona Vanilza Santos rolou um bate-papo com o poeta Cláudio 4-O e o estudante Mateus Andreus / Foto: Daniel Valle
Mateus em pé com 4-O sentado e ao fundo a dona da barraca Vanilza e seu esposo. Eles falam sobre imigração e questões políticas / Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
Foto: Mayara Leopoldo
Foto: Mayara Leopoldo
Foto: Mayara Leopoldo

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Confraternização do Conselho Comunitário de Segurança na Vila Militar
Nesta quinta (7) foi realizado um evento social de confraternização do Conselho Comunitário de Segurança (14ª AISP - Área Integrada de Segurança Pública)na Área de Lazer dos Subtenentes e Sargentos da Vila Militar.
Foto: Sales Moreno
A partir do meio-dia, representantes de diversas organizações foram chegando para prestigiar essa iniciativa do diretor social do Conselho, Carlos Roberto (primeiro à esquerda na foto acima, ao lado dele Rolifild Papil, conselheiro tutelar de Realengo e integrantes da Via Rio à direita).

Estiveram presentes no local, integrantes da Via Rio, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Exército, Universidade Castelo Branco, empresários e artistas da Zona Oestealém do vereador Marcelino D'Almeida.
Vereador Marcelino D'Almeida compareceu para prestigiar a confraternização / Foto: Sales Moreno
Funcionários da Via Rio foram um dos primeiros a chegar / Foto: Sales Moreno
Agora, você conhece o Conselho Comunitário de Segurança?

Ele é o canal de participação popular em assuntos ligados à Segurança Pública e tem caráter consultivo. Neste caso, as questões levadas ao Conselho auxiliam no processo de tomada de decisão dos responsáveis pelas ações, mas não os obrigam a agir desta forma. Cabe aos gestores das organizações policiais ouvirem as questões apresentadas e adotar as providências necessárias para a solução dentro da sua esfera de competência ou encaminhá-las a quem possa resolvê-las, além de apresentar os resultados das ações.

Continuando 

Na ocasião festiva, os participantes não abordaram assuntos relacionados a segurança pública como acontece nas reuniões mensais da AISP 14. Eles aproveitaram o momento para fazer networking.
De primeira qualidade, o almoço servido foi elogiado por todos / Foto: Sales Moreno


Membros do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar também marcaram presença.
Capitã Priscila da UPP do Batan / Foto: Sales Moreno
Ten. Coronel ED. Com. Destacamento de Bombeiro Militar de Realengo / Foto: Sales Moreno
Antes de continuar mostrando esta confraternização, vamos entender pra que serve o Conselho Comunitário de Segurança.

Ele deve promover a integração das instituições policiais com a comunidade e desta com a polícia, restituindo a credibilidade de ambos os lados e transmitindo confiança e sentimento de segurança. A aproximação entre polícia e comunidade deve contribuir para a construção de uma relação de respeito mútuo entre policiais e cidadãos.

A integração pode ser de diversas formas, desde a realização constante das reuniões e prestação de contas das questões apresentadas, até o desenvolvimento de programas articulados voltados para a prevenção de delitos e redução de riscos. Uma decorrência dessa integração é o desenvolvimento de programas de instrução e campanhas educativas que fortaleçam os vínculos comunitários com as organizações policiais.

Legal não é? Saiba mais um pouco

Outra finalidade do Conselho é conhecer os problemas de cada localidade pela ótica dos moradores e demais usuários dos serviços das organizações policiais. O diagnóstico dos problemas, com mais precisão e construído por ambas as partes, permite, por exemplo, o desenvolvimento de ações voltadas para o controle da violência e da criminalidade. Permite ainda, a discussão desses problemas com os responsáveis pelas ações policiais naquela região auxiliando no estabelecimento de prioridades. 

Além disso, esse diagnóstico também inclui a identificação de deficiências de instalações físicas, de equipamento, de armamento e viaturas. Finalmente, esses encontros possibilitam a delimitação mais clara junto às comunidades do papel das diversas instituições que podem agir de forma integrada para o controle da violência e da criminalidade. Nas suas discussões, devem ser priorizadas as questões ligadas à segurança pública, contribuindo para um melhor entendimento da comunidade sobre o tema.
Bom saber! Então continuando

A Universidade Castelo Branco, que é uma referência de ensino na Zona Oeste, apoiou a realização dessa reunião social. O vice-reitor da Castelo, Leomar Valença Lima, conversou com o presidente da Área de Lazer dos Subtenentes e Sargentos da Vila Militar, o 1º ten.  Castello, sobre uma possível parceria entre ambas as partes.
Ten. Castello e vice-reitor da UCB, Leomar Valença, em reunião na ALSSVM / Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
A cantora Thifany Cristian que faz shows por toda região deu até uma "palinha" para todos ali e foi aplaudida de pé.
Thifany em foco a direita da imagem / Foto: Sales Moreno
Veja a palinha e a chamada que a cantora fez através do Portal Sua Voz na Zona Oeste. Anota aí que vale a pena!


A mídia "A Sua Voz na Zona Oeste" cobriu tudo o que rolou durante a confraternização.
Repórter Wagner Thomaz e o cinegrafista Magaiver entrevistam o vice-reitor da Castelo / Foto: Daniel Valle

Mais fotos do evento abaixo:
Jornalistas Wagner Thomaz, Daniel Valle e Carlos Roberto / Foto: Sales Moreno

Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Daniel Valle
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