domingo, 10 de dezembro de 2017

CG Spartans Basquete pega Del Castilho pelas quartas do Estadual FJU
Neste domingo (10), às 12h, o Campo Grande Spartans B.C entra em quadra mais uma vez para representar a Igreja do Correia, no Campeonato Estadual da FJU. O jogo de hoje é válido pelas quartas de final do torneio. 

O CG Spartans (Igreja do Correia) disputa uma vaga na semifinal com o Del Castilho em partida que vai ser realizada na Vila Olímpica de Honório Gurgel.


No último domingo (03), nas oitavas, o time de basquete do Zona Oeste venceu o Brás de Pina por 49 a 22.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Imigrantes haitianos lutam contra o desemprego na Zona Oeste
Reportagem: Mayara Leopoldo / Vivian Carvalho / Daniel Valle

Guerras civis, catastófres, perseguições religiosas e políticas são alguns dos fatores responsáveis pelo deslocamento de cerca de mil imigrantes haitianos para a Zona Oeste do Rio de Janeiro entre 2010 e 2017, mais especificamente, para a comunidade Asa Branca, em Curicica.
Em destaque o haitiano Dieuseul Duclosil que fala 5 idiomas e se sustenta através de "bicos" / Foto: Daniel Valle
O terremoto que devastou o Haiti no ano de 2010, somado com a crise política e econômica do país caribenho, impulsionou os trabalhadores na busca de novas possibilidades. Eles vieram com o objetivo de dar uma condição de vida melhor para suas famílias.

Mas com o término da preparação dos grandes eventos, os empregos formais na construção civil no Brasil caíram. Em novembro de 2015 a área contava com 2,9 milhões de trabalhadores formais, já no ano seguinte foram cortadas 514 mil vagas. Hoje este índice ainda é maior. O sudeste fechou 788.558 empregos com carteira assinada, segundo o Ministério do Trabalho e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).


O sonho se tornou pesadelo?

Com isso, os imigrantes continuam lutando para conseguir empregos formais. Como é o caso de Duclosil de 44 anos. Há 3 anos na Zona Oeste, o haitiano chegou a dar aulas de inglês, francês e espanhol para jovens e adultos da região em uma parceria com a Associação de Moradores da Asa Branca.

— Eu sai do Haiti um ano depois do terremoto, em 2011, e para conseguir um trabalho vim até o Brasil devido as oportunidades. Escolhi o Rio de Janeiro por causa do clima quente encontrado. Aprendi a falar inglês no Haiti e espanhol em Cuba e no Equador, países onde passei antes de chegar no Brasil. Dei aulas de idiomas aqui na Asa Branca em conjunto com o Carlos Alberto da Associação. Hoje estou desempregado e espero que Deus abra uma porta de emprego para a gente — relata Dieuseul.
Viela dentro da comunidade, hoje asfaltada e com saneamento básico / Foto: Daniel Valle
Assim como Duclosil os imigrantes haitianos Fransly Paul, Gyan Joseph e Jocelyn Lassegue estão fora do mercado de trabalho. Paul quer rever seus entes queridos, mas não tem dinheiro para ir até a América Central.

— Eu quero trabalhar. Vai fazer 1 ano e 5 meses sem trabalho, eu tenho família para ajudar, escola do meus filhos para pagar. No Haiti está "brabo" também, quando se fala em emprego. Minha intenção é ajudar meus familiares que precisam de mim e estão lá no Haiti — explica Paul.

— Não tem serviço e tampouco dinheiro, e dinheiro está muito difícil conseguir. Para mandar 100 dólares para o Haiti é preciso enviar 420 reais. A crise está aí. Tudo muito caro para nós — desabafa Gyan.

Já Jocelyn diz que a dificuldade de falar português atrapalha em relação aos empregos que aparecem. Esclarece também que no Brasil se trabalha muito e se ganha pouco. E mandar 500 reais equivale a aproximadamente 100 dólares.

Conhecendo a comunidade Asa Branca e sua relação com os imigrantes

A comunidade Asa Branca situada entre as linhas do BRT transolímpica e transcarioca é um lugar acolhedor para os imigrantes. Carlos Alberto, um homem simples e dedicado em ajudar novos moradores é um dos fundadores da favela. Ele explica que nas décadas de 80 e 90 tudo o que se via ali era uma horta, mas com muito trabalho, o local foi ganhando uma aparência urbana. A partir de 2010 com o anúncio da realização dos grandes eventos no Rio de Janeiro como a Copa do Mundo de 2014, e posteriormente, a Olimpíada, Paralímpiada e linhas do BRT, a Asa Branca se tornou a casa de vários haitianos por estar próxima as construções e ter um preço acessível de moradia na época.

— Aqui eles ficam a vontade, não existe tráfico graças a Deus. Eles se sentem em paz nessa comunidade e temos grande facilidade no relacionamento com os haitianos. São super educados — conta o presidente.
Carlos Alberto, presidente da Associação de Moradores da comunidade / Foto: Mayara Leopoldo
— Existem muitos haitianos morando aqui. Eles se sentem muito bem na Asa Branca. Nós recebemos eles com bastante carinho e buscamos ajudá-los — disse Carlos.
Simpático e gentil, Carlos destacou que a Asa Branca está de portas abertas para os imigrantes / Foto: Daniel Valle

Foto: Daniel Valle
Os caribenhos são vistos como honestos, esforçados e educados por todos na comunidade. Estão sempre circulando pelas ruas, descobrindo novas chances de trabalhar de forma honesta.

— Eles são legais. Trabalho com haitianos que moram aqui na Asa Branca e todos são muito trabalhadores. Sem falar que são educados, respeitadores e quase não falam — comenta o vendedor de frutas e morador, Sebastião Pereira.
O comerciante é muito conhecido. Ele vende frutas e legumes na rua próxima ao rio que corta a favela / Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
A moradora Ana Paula traz à tona que por não haver empregos, alguns haitianos estão em situação de rua.

— Eu acho que eles não têm muitas oportunidades. Alguns arrumaram emprego após as obras da Olimpíadas, mas outros não. Já vi até haitianos dormindo debaixo do viaduto do mercado Mundial aqui próximo. A prefeitura veio e tirou todos. Não sei para onde foram — esclarece Ana.
Sentada na cadeira amarela, Ana Paula mora por mais de cinco anos na Asa Branca / Foto: Mayara Leopoldo
Foto: Mayara Leopoldo
Foto: Mayara Leopoldo

Segundo o presidente Carlos Alberto, o lar espírita Francisco de Assis é o braço direito da comunidade Asa Branca, realizando diversas ações cidadãs e de ajuda para pessoas que realmente necessitam não somente de auxílio espiritual, mas também concernente a alimentos e roupas. Conheças a página deles no Facebook e fique por dentro desse grande lar. Lar Espírita Francisco de Assis

E como está o Haiti hoje, 7 anos após o terremoto?


O 2º sargento Elídio Miguel Ferreira, que trabalhou no Haiti como correspondente militar, junto a comunicação do BRABAT 26 até setembro de 2017 destaca que o Exército Brasileiro através da ação humanitária MINUSTAH da ONU, foi o braço forte e a mão amiga para o desenvolvimento social desse país.

— Hoje encontramos ruas asfaltadas e o trânsito está melhorando a cada dia. As moradias também estão melhorando, hoje vemos um povo haitiano muito mais feliz e sorridente. As instituições hoje funcionam: escolas, hospitais e a economia vem se recuperando aos poucos. A população haitiana tem condições sim de ser uma grande nação. É um país rico em turismo. São belíssimas praias e cachoeiras e as crianças são assistidas por ONG's e organizações religiosas.
Sargento Ferreira, correspondente militar, fez parte da comunicação do BRABAT 26 no Haiti / Reprodução facebook Elídio

Veja outras fotos da visita à comunidade Asa Branca
A repórter Mayara Leopoldo conversa com uma das moradoras mais antigas, a senhora Gessi Alves / Foto: Daniel Valle
O vendedor de frango assado, Mathias de Sá ressaltou o bom relacionamento com os imigrantes / Foto: Daniel Valle
Anderson Almeida, morador desde criança da Asa Branca / Foto: Daniel Valle
Da esquerda p/ direita: Gilson Alves, Evandro Luiz e Elias Gaspar ficaram felizes com a visita / Foto: Daniel Valle
Na barraca da dona Vanilza Santos rolou um bate-papo com o poeta Cláudio 4-O e o estudante Mateus Andreus / Foto: Daniel Valle
Mateus em pé com 4-O sentado e ao fundo a dona da barraca Vanilza e seu esposo. Eles falam sobre imigração e questões políticas / Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
Foto: Mayara Leopoldo
Foto: Mayara Leopoldo
Foto: Mayara Leopoldo

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Confraternização do Conselho Comunitário de Segurança na Vila Militar
Nesta quinta (7) foi realizado um evento social de confraternização do Conselho Comunitário de Segurança (14ª AISP - Área Integrada de Segurança Pública)na Área de Lazer dos Subtenentes e Sargentos da Vila Militar.
Foto: Sales Moreno
A partir do meio-dia, representantes de diversas organizações foram chegando para prestigiar essa iniciativa do diretor social do Conselho, Carlos Roberto (Primeiro à esquerda na foto acima, ao lado dele Rolifild Papil, conselheiro tutelar de Realengo e integrantes da Via Rio a direita).

Estiveram presentes no local, integrantes da Via Rio, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Exército, Universidade Castelo Branco, empresários e artistas da Zona Oestealém do vereador Marcelino D'Almeida.
Vereador Marcelino D'Almeida compareceu para prestigiar a confraternização / Foto: Sales Moreno
Funcionários da Via Rio foram um dos primeiros a chegar / Foto: Sales Moreno
Agora, você conhece o Conselho Comunitário de Segurança?

Ele é o canal de participação popular em assuntos ligados à Segurança Pública e tem caráter consultivo. Neste caso, as questões levadas ao Conselho auxiliam no processo de tomada de decisão dos responsáveis pelas ações, mas não os obrigam a agir desta forma. Cabe aos gestores das organizações policiais ouvirem as questões apresentadas e adotar as providências necessárias para a solução dentro da sua esfera de competência ou encaminhá-las a quem possa resolvê-las, além de apresentar os resultados das ações.

Continuando 

Na ocasião festiva, os participantes não abordaram assuntos relacionados a segurança pública como acontece nas reuniões mensais da AISP 14. Eles aproveitaram o momento para fazer networking.
De primeira qualidade, o almoço servido foi elogiado por todos / Foto: Sales Moreno


Membros do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar também marcaram presença.
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Antes de continuar mostrando esta confraternização, vamos entender pra que serve o Conselho Comunitário de Segurança.

Ele deve promover a integração das instituições policiais com a comunidade e desta com a polícia, restituindo a credibilidade de ambos os lados e transmitindo confiança e sentimento de segurança. A aproximação entre polícia e comunidade deve contribuir para a construção de uma relação de respeito mútuo entre policiais e cidadãos.

A integração pode ser de diversas formas, desde a realização constante das reuniões e prestação de contas das questões apresentadas, até o desenvolvimento de programas articulados voltados para a prevenção de delitos e redução de riscos. Uma decorrência dessa integração é o desenvolvimento de programas de instrução e campanhas educativas que fortaleçam os vínculos comunitários com as organizações policiais.

Legal não é? Saiba mais um pouco

Outra finalidade do Conselho é conhecer os problemas de cada localidade pela ótica dos moradores e demais usuários dos serviços das organizações policiais. O diagnóstico dos problemas, com mais precisão e construído por ambas as partes, permite, por exemplo, o desenvolvimento de ações voltadas para o controle da violência e da criminalidade. Permite ainda, a discussão desses problemas com os responsáveis pelas ações policiais naquela região auxiliando no estabelecimento de prioridades. 

Além disso, esse diagnóstico também inclui a identificação de deficiências de instalações físicas, de equipamento, de armamento e viaturas. Finalmente, esses encontros possibilitam a delimitação mais clara junto às comunidades do papel das diversas instituições que podem agir de forma integrada para o controle da violência e da criminalidade. Nas suas discussões, devem ser priorizadas as questões ligadas à segurança pública, contribuindo para um melhor entendimento da comunidade sobre o tema.
Bom saber! Então continuando

A Universidade Castelo Branco, que é uma referência de ensino na Zona Oeste, apoiou a realização dessa reunião social. O vice-reitor da Castelo, Leomar Valença Lima, conversou com o presidente da Área de Lazer dos Subtenentes e Sargentos da Vila Militar, o 1º ten.  Castello, sobre uma possível parceria entre ambas as partes.
Ten. Castello e vice-reitor da UCB, Leomar Valença, em reunião na ALSSVM / Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
A cantora Thifany Cristian que faz shows por toda região deu até uma "palinha" para todos ali e foi aplaudida de pé.
Thifany em foco a direita da imagem / Foto: Sales Moreno
Veja a palinha e a chamada que a cantora fez através do Portal Sua Voz na Zona Oeste. Anota aí que vale a pena!


A mídia "A Sua Voz na Zona Oeste" cobriu tudo o que rolou durante a confraternização.
Repórter Wagner Thomaz e o cinegrafista Magaiver entrevistam o vice-reitor da Castelo / Foto: Daniel Valle

Mais fotos do evento abaixo:
Jornalistas Wagner Thomaz, Daniel Valle e Carlos Roberto / Foto: Sales Moreno

Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Sales Moreno
Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
Foto: Daniel Valle
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Foto: Daniel Valle



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