terça-feira, 23 de agosto de 2011

Clínica de Recuperação Michele de Morais, em Santa Cruz é referência no combate a dependência química

Problemas
A Clínica Michelle de Moraes para Tratamento de Dependentes Químicos em Santa Cruz é um dos trabalhos da TAMIM.
A Tamim é uma Organização Não Governamental que foi fundada pelo Cirurgião Plástico Wagner de Moraes, no dia 21 de Dezembro de 1999, exatamente um mês após o assassinato da sua filha, a jovem Michelle. Desde sua fundação ela vem se destacando em projetos que objetivam a luta contra a violência; um deles é a Clinica "Michelle Moraes de Reabilitação", que está comemorando 12 anos de trabalho com Adictos (dependentes químicos). A Clínica fica em Santa Cruz e proporciona um atendimento ambulatorial para jovens com problemas de dependência química gerada pelo uso de drogas.
Ela já realizou centenas de atendimentos a pacientes, com idade entre 18 e 50 anos. São mais de 10 serviços oferecidos pela clínica. Entre eles: serviço social, psicologia, neurologia, psiquiatria, arteterapia, oficina do corpo, educação física e estudo bíblico. Todos estes são comandados por profissionais especializados que se dividem no atendimento aos que procuram a Clínica. A coordenadora desse trabalho, a Psicóloga Dra. Graça de Moraes Brady é categórica ao falar sobre a importância do trabalho que lá é desenvolvido. “Nos temos médicos, psicólogos, assistentes sociais, conselheiros e toda uma estrutura formada que permite oferecer ao paciente a possibilidade de desintoxicação e reintegração na sociedade. Essas pessoas precisam de ajuda e de uma segunda chance na vida. É gratificante ver a recuperação do ser humano. Além de tudo é um trabalho de prevenção a violência", explicou.
Todo o serviço oferecido pela ONG é gratuito, inclusive o que é prestado pela Clínica de Reabilitação a dependentes químicos. Para mantê-la, o Dr. Wagner de Moraes resolveu escrever um livro sobre sua filha que tem parte da renda da venda revertida para a Tamim. "Além de contar a estória da vida de Michelle, ele é um meio que utilizamos para continuar nosso trabalho. Quando perdi minha filha, tive dois caminhos: a dor ou a luta. Escolhi lutar contra o mal que a levou de mim. Quero mostrar que a violência é gerada por falta de amor. Em vez de ódio quero transmitir amor e tentar mudar a nossa realidade", esclareceu o Dr. Wagner.
O Romance "Michelle Minha Filha", se encontra em todas as livrarias e a Clínica de Reabilitação Michele Silveira de Morais, fica na Estrada Reta do Rio Grande, 1.300 - Santa Cruz Tel - (21) 3395-0817 / 3395-3722 / 3399-5894
A Triagem para internação ra Clínica de Recuperação Michele Silveira de Morais é realizada no CENTRA-RIO / CEAD
Conselho Estadual Antidrogas - CEAD
Rua Fonseca Teles, 121 - 3° andar
São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ, Brasil 20.940-200
Telefone(s): 3399.1322 / 3399-1320 / 3399-1321 / 3399-1326 / 3399-1325 / 3399-1324
Fax(s): 3399.1323
CENTRA - RIO - Centro de Tratamento e Recuperação de Adictos (SES/RJ)
Atendimento para adolescente e adulto, Ambulatório e Hospital Dia.
Hospital-dia de atendimento à dependência química de segunda à sexta das 7h às 15h
Rua Dona Mariana, 151 – Botafogo

Tel. (21) 2286-3183 - 2527-3802
1. CEAD

O CEAD é o Centro Estadual de Assistência sobre Drogas - Serviço Excepcional de Proteção Social Especial de Média Complexidade da Assistência Social - que funciona na modalidade de Centro-Dia, garantindo suporte socioassistencial a usuários de drogas e às suas famílias, durante o processo de tratamento, recuperação e reinserção social, evitando situações de internação e reinternação.

O público atendido é formado por usuários, adultos, de ambos os sexos, bem como famílias oriundas de territórios descobertos de equipamentos e serviços de saúde mental municipal que se dediquem ao acompanhamento dos casos de uso e/ou dependência do álcool e outras drogas.

O CEAD funciona orientado por metodologia que prevê avaliação e acompanhamento socioassistencial de usuários e famílias; promove articulação com os serviços municipais de saúde e assistência social dedicados ao cuidado e acompanhamento de usuários de drogas; faz encaminhamentos qualificados dos casos à rede ampliada de serviços; orienta e capacita técnicos dos municípios, principalmente, da Assistência Social, que trabalham em ações voltadas para o atendimento a usuários de drogas.

Os serviços do CEAD funcionam de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, na Rua Fonseca Telles, 121 ? 3º Andar ? São Cristóvão ? Rio de Janeiro / RJ.

Contato ? Tel.: (21) 2332-4785 / 4795

2. Programa Clínicas Populares

O Programa se caracteriza como um Serviço Excepcional de Proteção Social Especial de Alta Complexidade da Assistência Social - Modalidade: Internação Eletiva, que tem por objetivo garantir recursos técnicos preliminares que promovam o processo de recuperação e reinserção social de usuários de drogas e suas famílias.

Os serviços de internação eletiva são disponibilizados por meio de três Unidades (1ª CLÍNICA ? MICHELE DE MORAES- Bairro de Santa Cruz ? Rio de Janeiro / RJ; 2ª ? CLÍNICA ? RICARDO IBERÊ GILSON - Barão de Juparanã ? Valença / RJ; 3ª CLÍNICA ? NISE DA SILVEIRA ? Barra Mansa), atendendo a usuários de drogas, adultos, de ambos os sexos e suas famílias.

Destaca-se que a Internação eletiva não deve ser compreendida como "tratamento" da dependência, mas como parte de um processo de recuperação que depende, principalmente, do acompanhamento sistemático do usuário em serviços municipais de saúde próximos de sua residência.

As internações são recomendadas em casos específicos e que envolvam, intensa fissura, risco concreto à integridade física do usuário e de sua família, relacionados aos problemas, à vulnerabilidade e risco social grave decorrentes do uso de álcool e outras drogas. As internações também dependem de consentimento voluntário do usuário.

A metodologia adotada prevê o afastamento provisório (média de 45 dias) do usuário de sua convivência familiar e/ou comunitária, acolhendo-o em ambiente protegido e com acompanhamento clínico e socioassistencial, a fim de garantir abstinência de substâncias psicoativas com as quais o usuário se relaciona de forma compulsiva.

A forma de acesso aos serviços do Programa é descentralizada, devendo o usuário, ou sua família, procurar os equipamentos e/ou equipes de referência de saúde para o cuidado em álcool e drogas em seu município.

Os usuários e famílias também podem procurar o órgão municipal de saúde mental ou a Secretaria de Saúde de seu município. Lá o usuário deverá ser avaliado e, sendo indicada a internação eletiva, os próprios profissionais de saúde do município entrarão em contato com os Órgãos Estaduais responsáveis pela regulação das vagas das Clínicas. Caso o município não possua estes dispositivos para avaliação de saúde, o usuário deverá dirigir-se ao Centro de Referência da Assistência Social - CRAS ou CREAS mais próximo de sua residência e solicitar um contato com o CEAD para orientações. (Tel.: (21) 2332-4785 / 4795)

É importante salientar que os usuários não devem dirigir-se diretamente às Clínicas. Nenhuma internação é efetuada sem avaliação prévia, feita por equipe qualificada e habilitada, seja ela do município ou do estado. Ou seja, para se ter acesso aos serviços de internação eletiva da Assistência Social (Programa Clínicas Populares) o usuário deverá estar cadastrado em equipamentos municipais de referência de saúde e/ou de assistência social.

Somente a continuidade do acompanhamento ao usuário e à sua família poderá determinar as condições e probabilidades de sucesso no processo de recuperação e reinserção social.
Conheça mais sobre a história de "Michelle Moraes"
http://www.gabrielasoudapaz.org/imagens/memorial/111.jpg
Michelle Silveira de Moraes, 22 anos, estudante do 4º ano de Medicina da Universidade de Nova Iguaçu, foi assassinada pela GORDA que buscava dinheiro para comprar drogas em 21/11/1999, Niterói, Rio de Janeiro.

Depois do crime o pai da Michelle de Moraes, Wagner de Moraes, criou a ONG TMAMIM Tributo a Michelle de Moraes que luta contra a violência em diversas frentes. A Clínica Michelle de Moraes para Tratamento de Dependentes Químicos em Santa Cruz é um dos trabalhos da TAMIM.

O pai da Michelle de Moraes é cirurgião e opera mensalmente crianças carentes gratuitamente que são portadoras de defeitos faciais até 10 anos de idade.

Dois livros foram escritos por Wagner de Moraes, pai da vítima, sobre sua filha, chamados: Michelle Minha Filha Volume I e Volume II.

Do ocorrido

Um tiro certeiro no coração matou a universitária Michele Silveira de Moraes, aos 22 anos, no dia 21/11/1999. Filha de uma família de classe média alta de Niterói, Michele caiu numa emboscada do destino ao iluminar com os faróis de seu Tigra uma dupla de assaltantes em ação. Ela saía da casa de uma amiga no bairro de Santa Rosa quando foi alvejada.

Segundo a polícia, o disparo foi feito por uma mulher, que se sentiu incomodada pelo farol. As investigações chegaram a Alessandra Mariano de Barros, 18 anos. No momento do crime, ela estava praticando um assalto em companhia de um homem. A morte de Michele, aluna de um curso de Medicina, chocou o Estado pela frieza da suposta assassina. Até o governador Anthony Garotinho não se conteve e desabafou: “Esta mulher é uma fera.” Antes de ser presa, no Rio de Janeiro, Alessandra já havia sido detida duas vezes por assaltos em ônibus.

O chefe de investigações da delegacia Romildo Cristino disse que ela começou a trabalhar para o tráfico aos 13 anos. “Foi gerente de boca de fumo e era respeitada pelos traficantes”, contou. “Ela é uma psicopata”. O pai de Alessandra Osvaldino Barros contou que as pessoas que conviviam com ela morriam de medo.
A Assassina
Fera no caminho - Acusada de matar uma estudante, assaltante ri de seus crimes e diz ter orgulho do que faz

Ainda não era meia-noite do sábado 20 de novembro. Michelle de Moraes, de 22 anos, aluna do 4º ano de Medicina da Universidade de Nova Iguaçu, saiu da casa de uma amiga em Niterói. Entrou no Tigra, carro importado que ganhara do pai. Manobrou sob o olhar distraído da colega. Não deve ter escutado quando uma mulher de 18 anos, físico de lutador de sumô, xingou-a. Reclamava do farol alto. De repente, segundo a testemunha, a gorda sacou uma arma e atirou em Michelle. Ela ainda guiou o Tigra por uma dezena de metros e morreu. Desgovernado, o carro bateu num poste.

Alessandra Mariano de Barros, conhecida como Gorda, é a provável autora dos disparos. Depois do crime, ela seguiu para casa, numa favela. Antes roubara um Fiat Uno para fugir com o comparsa, Edmilson. No sábado seguinte, foi presa. Não confessou o crime. Insiste em acusar Edmílson. A prisão exibiu à sociedade uma criminosa irônica e brutal. O governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, passou a chamá-la de A Fera de Niterói. "Em 33 anos de polícia nunca vi um crime tão sem razão", diz Mário Viana, delegado da 77ª DP.

Gorda fora presa outras vezes por assalto. Passou duas curtas temporadas em centros de recuperação de menores. Na delegacia, na madrugada em que foi presa, disse que posaria nua, zombou dos policiais e deu retumbantes gargalhadas. O pai de Michelle, o cirurgião plástico Wagner de Moraes, assistiu a tudo. "Você sabia que minha filha seria médica e um dia poderia salvar sua vida ou a de seus filhos?", perguntou. Gorda o encarou. Sobre a morte da estudante, explicou em tom monocórdio: "Ela era a pessoa errada, no lugar errado e na hora errada". Alessandra deverá ser enquadrada por homicídio qualificado. Condenada, a pena máxima é de 30 anos. Precisará cumprir ao menos 20. "Fico presa e daqui a pouco estarei na rua de novo."

Marcelo Gigliotti, do Rio

ENTREVISTA
Biografia de bandida

Época: Você matou Michelle?
Alessandra Mariano de Barros: Quem matou foi o Edmílson, que estava comigo.

Época: Você nunca pensou em matar alguém?
Alessandra: Se alguém fizer mal para os meus filhos...

Época: Como foi o dia do crime?
Alessandra: A gente estava de rolé (andando sem fazer nada). Aí o Edmílson viu o carro da menina e disse: "Vamos enquadrar" (roubar). Ele estava na porta do carro falando com a mulher, o carro arrancou, e ele botou um tiro. Nós corremos e roubamos um Fiat Uno. Fui dormir, e ele sumiu.

Época: Você já atirou em alguém?
Alessandra: Atirei. É assim: "Eu vou te assaltar, quero o teu relógio. Ele vale a tua vida? Então é melhor tu me dar teu relógio". Um dia, atirei num taxista. Não ia nem assaltar, mas ele saiu do carro gritando, deu um soco na minha boca e mordeu meu dedo. Dei dois tiros. Pegaram de raspão.

Época: Por que você rouba?
Alessandra: Meu pai tem um bar. As mulheres vão lá, ele dá cerveja de graça. Chego lá, peço um refrigerante e tenho que pagar. Faço essas coisas só para irritar meu pai. Se ele tivesse sido meu companheiro quando precisei, talvez eu não estivesse nessa vida.

Época: É verdade que você foi estuprada aos 7 anos?
Alessandra: É. Meu pai era feirante e me deixava sozinha em casa. Não tinha luz. Um dia, um cara entrou lá em casa, a porta não tinha tranca. Minha mãe não morava lá, tinha fugido porque meu pai batia nela. O cara me estuprou. No dia seguinte, eu fui falar com ele, e meu pai disse que eu era uma safada. Aí fui morar com uma amiga mais velha, que já namorava uns bandidos.

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