sexta-feira, 19 de maio de 2017

Jovem empregado? Tá raro! Reflexos atingem Zona Oeste

Se você tem entre 18 e 25 anos e está desempregado, não se desespere. Milhões de jovens nesta faixa etária estão na luta e não conseguem nada. Por quê?
Jovens de 18 a 25 anos enfrentam dificuldades em se inserirem no mercado de trabalho. Desemprego reflete em jovens da Zona Oeste do Rio
O jovem que busca ingressar no mercado de trabalho passa por dificuldades, principalmente porque a maioria absoluta das empresas exigem experiência para assumir determinado cargo que nem sempre tem atribuições complexas. Mas como adquirir experiência se não há portas abertas. Se o jovem não tem experiência ele não arruma emprego e sem emprego a experiência não é adquirida.

Recém-formados em cursos como Jornalismo, Publicidade e Direto se queixam que não conseguem empregos, imaginemos os estudantes que acabaram de concluir o ensino médio e almejam seu primeiro emprego de carteira assinada.

Em entrevista ao Portal Zona Oeste é Tudo de Bom, estudantes, moradores da Zona Oeste, que se formaram no ensino médio e superior no 2º semestre de 2016 relatam suas experiências:

— Eu terminei o 3º ano do médio no final do ano passado, tenho curso de auxiliar administrativo e estou buscando uma vaga na área, mas as empresas pedem experiência em carteira — relata o jovem Arthur Oliveira de 19 anos, morador de Sulacap.

— Me formei ano passado. Nunca fiz estágio em minha área, pois sempre precisei trabalhar como motorista para arcar com os custos da universidade. Agora formado em Fisioterapia, não posso mais fazer estágio. Contudo ainda não consegui um trabalho fixo em Fisioterapia — esclareceu Luiz Felipe de 28 anos, morador de Jacarepaguá.

Uma alternativa para os jovens que acabaram de se formar é procurar uma pós-graduação e continuar se qualificando, que assim as chances de conseguir um emprego com uma remuneração bacana e um cargo bom aumentarão. Porém, muitos não têm dinheiro para bancar a pós-graduação, nesse caso, se subempregar é a opção para conseguir uma grana e posteriormente ingressar na pós.

Os concluintes do ensino médio que não têm condições financeiras para arcar com os custos de uma faculdade privada — que são caros —, podem contar com a ajuda do Governo Federal. Iniciativas como o Enem podem trazer bolsas de estudos em Universidades privadas que é o caso do ProUni, financiamento estudantil – FIES – e com um pouco mais de dedicação nos estudos conseguir entrar em uma universidade pública.

Em meio a crise que é vista no cenário político nacional os mais prejudicados são os jovens que necessitam de um emprego. A única maneira de entrar com o pé direito no mercado de trabalho é se quilificando o máximo possível, ganhando experiência naquilo que está ao alcance hoje, não querendo ser um profissional "meia-boca" que vai para faculdade esquentar cadeira durante 4 ou até 5 anos. É preciso ser o melhor fazendo o seu melhor, que com certeza as portas se abrirão.

É aí jovem morador da Zona Oeste, ainda encontrando dificuldades para encontrar um emprego? O atual Prefeito Marcelo Crivella prometeu gerar mais empregos e disponibilizar cursos de qualificação na região.

Visita de Crivella a Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro - foto/reprodução

Uma das principais promessas do Prefeito foi investir na geração de empregos na região.

"Aqui nós temos 27% da população do Rio de Janeiro e temos apenas 7% dos empregos formais, aqueles com carteira assinada. Isso tanto no setor público, como no setor privado. É muito pouco. A zona industrial da Zona Oeste, tanto de Santa Cruz, como de Campo Grande, estão muito sem atenção do governo do Estado", afirmou Crivella, ressaltando que, para reverter isso, pretende investir na cadeia produtiva da região.

De acordo com o Prefeito, para que a população local esteja capacitada a concorrer a uma vaga de emprego na região também é preciso investir em cursos técnicos. 

"O melhor emprego que tem é o industrial e ainda há muita coisa a se fazer aqui na Zona Oeste. Tem que ter emprego onde as pessoas moram", afirmou Crivella, ressaltando que a medida favorece, inclusive, ao trânsito da cidade.


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