sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Entrevista com Marcelo Coutinho Coordenador do Bangu Futmesa

O Portal Zona Oeste Tudo de Bom, que busca constantemente promover e valorizar atividades positivas ao qual agreguem conhecimento histórico-cultural para os moradores da região, conversou com o Coordenador do Departamento de Futebol de Mesa do Bangu Atlético Clube, Marcelo Coutinho, e descobriu tudo sobre esta modalidade difundida no mundo todo e há mais de 10 anos sendo representada na Zona Oeste do Rio pelo Bangu. Veja a entrevista com Marcelo:


O que é o Bangu Futmesa e quem são os integrantes deste projeto, quando foi fundado e onde?

O Departamento de Futebol de Mesa do Bangu Atlético Clube existe desde outubro de 2007, estamos portanto há alguns meses de completarmos 10 anos. Representamos o Bangu em todas as competições estaduais, nacionais e internacionais do esporte, e atualmente mantemos nossas atividades na Piscina, devido às obras em Moça Bonita, onde treinávamos anteriormente. Temos um grupo de aproximadamente 12 atletas, dos quais 7 integram a nossa equipe de “regras internacionais”, entre eles o atual campeão estadual da modalidade Sectorball, Paulo Costa, e o atual líder do Ranking brasileiro da modalidade Subbuteo, Abel Cepa.

Existem equipes disputando torneios de futebol de mesa?

O Futebol de Mesa realiza competições à nível nacional desde 1970 e, desde 1988, passou a ser oficialmente considerado esporte pelo CND (Conselho Nacional de Desportos). A exemplo do Bangu, hoje todos os grandes clubes do Brasil possuem equipes do esporte, tais como Botafogo, Corinthians, Flamengo, Palmeiras (atual Campeão Mundial Interclubes na modalidade Bola 12 Toques) e Vasco, por exemplo, e existem competições em todo o mundo, tanto individuais, quanto por clubes e seleções. Os atletas do Bangu participaram dos Campeonatos Mundiais de 2012 (no Rio de Janeiro) e de 2015 (na Hungria), e estamos classificados para o próximo Campeonato Sul-Americano, que acontecerá em outubro, na cidade de Córdoba, na Argentina, classificatório para o Campeonato Mundial de 2018, que será realizado no Japão. Nossa participação, entretanto, ainda está incerta, pois não conseguimos o patrocínio necessário para enviarmos nossa equipe à Argentina.

Quais tipos de atividades vocês disponibilizam?

Nossas atividades acontecem todos os sábados, das 09:00h às 13:00h, no mezanino da Piscina do Bangu, quando nos reunimos para treinarmos e nos prepararmos para as competições. O treinamento de uma equipe de Futebol de Mesa é o mesmo de qualquer esporte, e envolve as partes física, técnica e tática, o que não nos impede de recebermos com o maior prazer qualquer pessoa, de qualquer idade, interessada em conhecer e praticar conosco o Futebol de Mesa.

Sabemos que o Bangu Futmesa homenageia ídolos do futebol banguense. Qual a importância em trazer à memória dos moradores a lembrança destes nomes consagrados do futebol brasileiro?

Se tem uma coisa que banguense tem orgulho, é da sua terra! E o clube é parte indissolúvel da nossa identidade enquanto banguenses. Bangu é parte primordial na história do futebol brasileiro. Hoje já é sabido e reconhecido que foi aqui, pelas mãos de Thomas Donohoe, que se disputou a primeira partida de futebol no Brasil, motivo inclusive de um monumento público, no bairro. E, sempre na vanguarda dos acontecimentos, as primazias do Bangu Atlético Clube, enquanto expoente do futebol brasileiro, são inúmeras. Foi, por exemplo, o primeiro a escalar um atleta negro, o primeiro campeão profissional e o primeiro clube com patrocínio na camisa. E, logicamente, esta história de sucesso foi igualmente escrita por seus torcedores, seus dirigentes e seus atletas. Infelizmente, como não dispomos da mesma mídia dos quatro clubes mais badalados, todos esses feitos tendem a ir caindo no esquecimento.

Hoje pouca gente se lembra, mas o Bangu teve um jogador que foi Campeão do Mundo com a Seleção Brasileira (Zózimo, em 1958 e 1962) e outro que foi eleito o melhor jogador de uma Copa do Mundo pela imprensa internacional (Zizinho, em 1950). Nossa intenção é justamente não deixarmos que todo esse passado de glórias seja esquecido, resgatando o orgulho de ser banguense e, justamente por isso, chamamos esta série de torneios mensais de “Orgulho Proletário”. A cada mês homenageamos um craque do passado, sempre com a presença do próprio ou, quando não for mais possível, da sua família, e esta é a nossa maneira de mantermos viva a história do Bangu e dizermos a estas pessoas, a estes nossos ídolos, nosso muito obrigado por tudo!

Como Coordenador do Departamento de Futebol de Mesa do Bangu Atlético Clube, qual sua avaliação para o cenário do esporte de mesa na Zona Oeste do Rio, é preciso mais investimento por parte de patrocinadores e mais divulgação feita pela grande mídia? 

É muito difícil! O Futebol de Mesa talvez seja o último dos esportes efetivamente amadores, e é mantido por verdadeiros abnegados. Especialmente na Zona Oeste, o apoio do empresariado é ínfimo, não sei se por desconhecimento ou preconceito. Nos desanima que, por exemplo, as pessoas consigam entender que “ping-pong” é uma coisa, e Tênis de Mesa é outra, mas não percebam que “jogo de botão” é uma coisa, e Futebol de Mesa é outra totalmente diferente: é um esporte, praticado mundialmente! 

E, embora recentemente já tenham surgido mais alguns clubes, há 10 anos nós mantemos sozinhos o Futebol de Mesa na Zona Oeste, representando o Bangu por absolutos amor à camisa e ao esporte. É importante ressaltarmos isso: a equipe de Futebol de Mesa tem o maior orgulho em representar o Bangu, e fazemos isso sem gastar absolutamente um centavo sequer do clube! Todos os nossos gastos com equipamentos e viagens são mantidos por nós mesmos. 

E fica pesado... Ano passado estivemos em Brasília e São Paulo, para a disputa dos Campeonatos Brasileiros. Este ano precisamos ir à Argentina, para o Sul-Americano. Ano que vem está prevista nova ida à São Paulo e, se Deus quiser, ao Japão para o Mundial. O esporte é amador, mas as competições são de nível “profissional” e, para uma equipe de menor investimento e sem patrocínio, fica difícil acompanhar.

E um patrocínio para uma equipe de Futebol de Mesa não é nem uma coisa de outro mundo, mas uma questão de sentar e conversar, até porque não necessariamente envolve valores financeiros. Sem dúvida o que mais precisamos, neste momento, seria conseguirmos construir uma sala exclusiva, para ao menos nos igualarmos em condições de treinamento aos demais clubes. 

Esse é o nosso grande sonho. Então uma empresa ou loja de construção, por exemplo, quer quiser nos “presentear” com o material, ou a própria sala pronta, já não precisa de mais nada! A mesma coisa uma empresa de transporte ou turismo... Se conseguíssemos “ganhar” as viagens e estadias para as competições tanto em outros estados, quanto fora do Brasil, já estava de bom tamanho. 

Teríamos oportunidades de intercâmbio, de evoluirmos tecnicamente e, obviamente, conseguirmos ainda melhores resultados. Uma operadora de plano de saúde pode trocar o patrocínio por um plano coletivo para nossos atletas e familiares, nos dando tranquilidade e melhores condições, e assim por diante. Existem várias possibilidades e todos ganham, pois o Futmesa do Bangu sempre está em destaque.

O que é necessário para praticar o Futebol de Mesa com vocês, no Bangu? 

Basta entrar em contato pelo nosso site ( bangu.aprofume.com.br ), pelo nosso blogger ( bangufutmesa.blogspot.com.br ), pelo nosso Facebook ( facebook.com/bangufutmesa ), ou ainda comigo pelo Claro (também WhatsApp) (21) 9-9413-4113, comparecer aos treinamentos internos todos os sábados, na Piscina, e manter em dia suas mensalidades, tanto a interna quanto as externas.

E preparar-se para passar momentos muito agradáveis! Sempre dizemos que o Bangu não é um grupo de botonistas que são amigos, mas um grupo de amigos que são botonistas. Por isso nossos treinamentos transcorrem em um clima muito agradável, mas nem por isso é “bagunça”. É preciso compromisso, por exemplo, para não se “furar” um treino e evitar-se perder uma viagem por falta de “quorum”, principalmente porque a maioria do pessoal não mora em Bangu e vem de condução.

O mesmo acontece nas competições oficiais, pois uma falta a uma competição federada pode gerar punições ao clube. Enfim, ter em mente que é divertídissimo, um hobby, uma distração, mas que antes de tudo é um esporte. Amador, é verdade, mas ainda assim um esporte sério, com normas que precisam ser observadas.

E aí se interessou? Faça parte desta equipe!

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